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28 dezembro, 2009

Infertilidade feminina


Infertilidade feminina - Um problema com causas físicas e comportamentais

A infertilidade ainda é um fantasma que assombra muitos casais. Podemos afirmar que o fator que mais compromete a fertilidade nos dias de hoje é de caráter comportamental. Soou estranho? Mas é verdade! O que acontece é que com o aumento da expectativa de vida, o adiamento do casamento e as pressões do mercado de trabalho, o número de mulheres que deixa para ter o primeiro filho depois dos 35 anos é cada vez maior. Uma em cada cinco mulheres tem a primeira gravidez após essa idade. E mesmo com todas as conquistas da mulher no último século, o famoso “tic-tac” do relógio biológico feminino continua passando no mesmo ritmo. E esse reloginho é impetuoso. A partir dos 30, a chance de gestação espontânea cai de 3% a 5% a cada ano.

Mas calma! Não há motivo para se desesperar. Se a idade é implacável com as mulheres no que diz respeito à fertilidade, a medicina, com seus tratamentos e técnicas, é bem generosa e costuma ter êxito na tarefa de ajudá-las a viver seu tempo e a realizar o sonho da maternidade. Estudos recentes comprovam que cerca de 20% dos casais em todo o mundo são inférteis, porém, 95% dos que recorrem a tratamentos conseguem ter filhos.


As maiores causas de infertilidade feminina são: o avançar da idade, alterações na ovulação, obstrução nas trompas, endometriose e alterações no colo, ou no útero. Mulheres que fumam, consomem bebida alcoólica em demasia, vivem estressadas, ou estão acima do peso são sérias candidatas a ter problemas em sua capacidade reprodutiva.



Algumas doenças ginecológicas também são responsáveis pela dificuldade de engravidar. Miomas, endometriose, doença inflamatória pélvica, distúrbios ovulatórios, doenças da tireóide, doenças do colo uterino são algumas delas. O ideal é tratá-las assim que surgem, pois a resposta ao tratamento é melhor e as seqüelas que podem causar infertilidade, menores. Infelizmente, muitas vezes elas só são descobertas depois de comprometerem a fertilidade feminina, mas ainda assim não há motivo para pânico. A Medicina está preparada – e com cada dia mais casos de sucesso – para ajudar a mulher a ter seus bebês.

As mulheres que devem procurar ajuda nas técnicas de fertilização assistida são aquelas acima dos 30 anos que, com mais de um ano de vida sexual ativa sem anticoncepção, não conseguiram engravidar naturalmente. Além disso, as que estão acima dos 40 e, depois de seis meses nas mesmas condições, ainda não estão grávidas, também precisam buscar orientação de um especialista. É importante ter em mente também que, a partir dos 40, aumentam os riscos de anomalias cromossômicas (alterações genéticas), sendo a síndrome de Down a mais conhecida. Nessa idade, também por causa dessas alterações, as taxas de abortamento costumam ser maiores.

Se você está dentro de uma dessas duas descrições, é importante encontrar um médico em quem confie para submeter-se a um dos tipos de fertilização assistida. As opções mais comuns são: relação sexual programada, inseminação intra-uterina, fertilização in vitro e injeção intracitoplasmática de espermatozóides. Mas há ainda outras possibilidades, como o congelamento de óvulos e espermatozóides, a doação de óvulos, o banco de sêmen e o diagnóstico genético de embriões.


Por Dra. Maria Cecília Erthal
Ginecologista e Obstetra - Diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D'Or
www.espacosaudedamulher.blogspot.com

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